Gerir entregas não é só “tirar encomendas do armazém e pô-las na rua”. Ganhar dinheiro com cada entrega exige verdadeira visibilidade de custos e disciplina para definir o preço certo. Na prática, muitas operações funcionam com alto volume e margem baixa porque não conseguem ver, por encomenda, onde a rentabilidade se perde: em portagens, novas tentativas de entrega, janelas horárias apertadas, ociosidade do veículo, tempos de espera no cliente e rotas ineficientes.
Neste artigo, mostramos um método direto para identificar quais entregas geram lucro — e quais corroem a tesouraria. Vai ver como o cálculo de frete e a análise de custos por entrega, apoiados pela solução de Cálculo de Frete do Meu Rastreio, ajudam gestores de frota, operadores logísticos e equipas administrativas a tomar decisões rentáveis, sem suposições.
Por que muitas entregas dão prejuízo sem que se aperceba A última milha é a parte mais cara e sensível da logística. Mesmo quando o preço do transporte parece “fechado”, há variáveis que passam despercebidas e, somadas, viram prejuízo:
- Portagens, áreas de difícil acesso e restrições de circulação.
- Janela horária estreita que aumenta o tempo parado e reduz paragens por hora.
- Espera para carga/descarga, registo em portarias e docas/cais congestionados.
- Reexpedição, transbordo e taxas extra não consideradas na venda.
- Peso vs volume (cubicagem/peso volumétrico): carga leve que ocupa muito espaço e reduz a densidade do veículo.
- Novas tentativas de entrega, devoluções e avarias.
- Baixa ocupação no regresso (rota “vaga” na volta).
- Falhas de planeamento de rotas que aumentam os quilómetros percorridos por entrega.
Sem medir estes itens por encomenda, a “margem média” esconde picos de perda. O caminho é ver a rentabilidade por entrega, cliente, região e rota — e ajustar preços e operação com base em dados.
O método prático para medir a rentabilidade por entrega A lógica é simples: calcule a margem de contribuição por entrega. Com isso, identifica rapidamente onde está a ganhar e onde precisa de atualizar preços, otimizar a rota ou até recusar o serviço.
- Defina a receita por entrega
- Valor dos portes cobrados (ou repasse do cliente).
- Adicionais: agendamento, urgência, valor mínimo, devolução, TDE/TDA, entregas em pisos, etc. Receita por entrega = Portes + Adicionais – Descontos
- Liste custos variáveis diretos
- Quilometragem e combustível da rota (urbano/estrada).
- Portagens e restrições (zonas, áreas remotas).
- Custo/hora do motorista e do ajudante (com encargos).
- Picking (preparação), embalagem e conferência proporcionais ao pedido.
- Taxas de recolha/entrega de parceiros e reexpedição, quando houver.
- Seguro e manuseamento especial, se aplicável.
- Impute custos proporcionais de frota e rota
- Depreciação por km, manutenção e pneus.
- Licenças e monitorização embarcada proporcionais.
- Custo de oportunidade/ociosidade: tempo parado em registo e descarga. Uma prática eficiente é usar €/km e €/hora padrão por tipo de veículo e região, revistos mensalmente.
- Considere custos de falha e risco
- Probabilidade de nova tentativa de entrega e respetivo custo.
- Taxa histórica de devolução/avaria e custo médio.
- Multas por SLA/OTIF não cumprido, quando houver.
- Calcule a margem de contribuição e classifique Margem por entrega = Receita – (Custos variáveis + Proporcionais + Falhas)
- Classifique A (alta margem), B (margem aceitável), C (margem baixa) e Z (negativa).
- Analise por cliente, faixa de código postal, janela horária e tipo de produto.
- Decida: atualizar preços, otimizar rotas/janelas, consolidar pedidos, alterar modal ou recusar.
Como o Cálculo de Frete do Meu Rastreio ajuda nesta conta Fazer estas contas numa folha de cálculo, com centenas de regras e exceções por região, é trabalhoso e propenso a erro. O módulo de Cálculo de Frete do Meu Rastreio foi concebido para trazer clareza e agilidade:
- Centralize regras e tabelas: faixas de códigos postais, peso real/volumétrico, degraus de distância, mínimos por entrega, portagens e adicionais.
- Simule cenários em segundos: compare rentabilidade com janelas distintas, veículos diferentes e rotas alternativas antes de aprovar um frete.
- Considere o que pesa na margem: tempo de espera, tentativas de entrega, áreas de difícil acesso, reexpedição e regressos.
- Integração com otimização de rotas: projete €/km útil, ocupação do veículo e entregas/hora em cada plano de rota.
- Dashboards operacionais: margem por entrega, por cliente e por região, com alertas para pedidos com margem prevista negativa.
- Governação de preço: políticas por canal, região, serviço (económico vs expresso) e regras de valor mínimo automáticas. O resultado é um processo de cotação e gestão de entregas rápido, padronizado e focado no lucro — do comercial à operação. Aceda: Cálculo de Frete do Meu Rastreio — https://www.meurastreio.app/pt-BR/fretes
Exemplos práticos de como separar lucro de prejuízo Exemplo 1: Duas entregas no mesmo dia, margens opostas
- Entrega A: 6 km na capital, janela flexível, edifício com doca. Em 15 minutos termina a descarga; a rota permite 18 paragens/dia. O custo por paragem dilui-se; portagens zero; ocupação alta. Resultado: margem positiva, mesmo com preço competitivo.
- Entrega B: 120 km até cidade média, 2 portagens, janela de 10h–12h. O veículo chega cedo e aguarda 40 minutos para descarregar. No regresso, sem carga. Resultado: custo por km e por hora disparam; sem adicional por janela horária e sem consolidação, a margem fica negativa. Ajustes possíveis: cobrar adicional de janela horária, consolidar pedidos para a rota B, usar veículo mais pequeno/flexível, negociar doca programada ou agendar regresso com carga.
Exemplo 2: Peso leve, volume elevado
- Entrega C: 20 kg, mas volume de 0,4 m³. O peso volumétrico supera o real e ocupa espaço que impediria novas paragens no turno. Sem tarifar por cubicagem, a receita não cobre a perda de densidade do veículo. Ajuste: parametrizar a cubicagem na tabela de frete e aplicar o maior entre peso real e volumétrico. Com o Meu Rastreio, esta regra é automática e evita a erosão da margem.
Exemplo 3: Novas tentativas recorrentes num cliente B2B
- Entrega D: cliente com janela horária rígida e fila. A sua taxa histórica de nova tentativa é 18%. O custo médio de nova tentativa anula a margem de metade dos pedidos. Ajuste: incluir taxa de agendamento, rever a janela, educar o cliente e, se necessário, atualizar o preço para aquele código postal. Com a análise de histórico no Meu Rastreio, identifica o padrão e aplica política específica.
Indicadores que todo gestor deve acompanhar
- Margem por entrega e por cliente.
- Custo por quilómetro útil e por paragem.
- Entregas por hora e tempo médio de espera.
- Taxa de ocupação do veículo (peso e volume).
- First Attempt Success (entrega à 1.ª tentativa).
- OTIF (On Time In Full).
- Taxa de devolução e custo por devolução. Acompanhe estes KPIs por faixa de código postal, tipo de serviço e veículo. Pequenas melhorias nestes indicadores tendem a ter grande impacto no lucro mensal.
Tendências que impactam a rentabilidade
- Janelas de entrega mais curtas no B2C e B2B exigem tarifação adequada e elevada disciplina de rota.
- Volatilidade de combustível e portagens pede atualização frequente de tabelas.
- Cresce a exigência por rastreabilidade e SLA, o que requer planeamento fino e definição clara do que é “serviço padrão” vs. “serviço premium”.
- Fixação de preços orientada por dados: usar histórico por região/cliente para formar preço, em vez de médias gerais.
- Consolidação inteligente e uso de pontos de recolha podem elevar a produtividade da última milha em áreas densas.
Boas práticas para transformar dados em lucro
- Estandardize o cálculo de portes/frete: políticas por código postal, serviço e janela, com valor mínimo e regras de cubicagem aplicadas automaticamente.
- Simule antes de aceitar: teste rota, veículo e janela; recuse o que for estruturalmente deficitário ou corrija o preço.
- Reunião mensal de margem: reveja as 20 piores rotas/clientes; ataque causas (espera, janela, portagem, devoluções).
- Forme a equipa comercial: forneça limites de desconto e combinações de serviço (expresso, janela premium) com preço correto.
- Otimize as rotas: maximize entregas por hora e ocupação; reduza km vazio; use janelas agrupadas.
- Crie classes de serviço: “económico” com janela ampla e “premium” com hora marcada; cada um com preço compatível. Com o Meu Rastreio, estas práticas tornam-se rotina: regras claras, simulação rápida e visibilidade de margem por entrega.
Conclusão: o lucro é decisão, não acaso Descobrir quais entregas dão lucro passa por três pilares: calcular corretamente os portes/frete, conhecer o custo total por entrega e transformar estes dados em política e rota. Quando vê a margem de contribuição por encomenda, fica fácil escolher clientes, regiões e serviços que realmente fazem a sua operação crescer — e ajustar o que drena resultado.
O Cálculo de Frete do Meu Rastreio coloca esta inteligência nas suas mãos: centraliza regras, simula cenários e expõe a rentabilidade de cada entrega, integrando com otimização de rotas e indicadores operacionais.
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